sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Solução para o trânsito é a exploração!

Faz tempo que me ensaio para falar sobre isso, e ainda não sei porque cargas d’água ainda não entrei no assunto. Ocorreu-me entrar no assunto depois de uma conversa que tive na sala de espera do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Sobre preço da gasolina e dos veículos. Eu reclamava do preço da gasolina, das estradas esburacadas e do alto preço dos automóveis. O meio ambiente que me desculpe, mas o que eu queria mesmo era comprar um carro bem potente pela metade do preço e abastecer com combustível bem mais barato. Bom, nada diferente do que todos querem. Ainda mais sabendo que na Argentina, o combustível está menos da metade do preço que pagamos. O mesmo vale para os veículos: os hermanos gastam até 50% menos por um mesmo modelo vendido no Brasil. Revoltante!
Mas... Imagina se os preços fossem os mesmos da Argentina? Atingiríamos o caos (foi só o governo baixar o IPI e a frota nacional aumentou em mais de 3 milhões de veículos em 2009).
Mas hoje até não acho tãããão ruim assim esses custos elevados. Por que, se com esse susto no bolso estamos a beira de um colapso no trânsito das regiões metropolitanas, imagina como seria com tudo mais barato? Em São Paulo, já faz anos que foi adotado o rodízio. Dependendo o dia da semana, determinado número da placa não pode trafegar em pontos críticos da cidade. E o que aconteceu? As pessoas compraram um segundo carro. Até em cidades longe de grandes centros como Frederico já têm alguns problemas. Achar uma vaga para estacionar no Centro é difícil. Os fiéis que vão à missa de domingo fazem procissões de duas, três quadras do carro até a Catedral. Já temos uma média de um veículo por menos de três pessoas no município. E boa parte se desloca de uma quadra a outra de carro.
Ah, ainda não levei em consideração que, quanto maior o fluxo de veículos, mais e maiores os buracos. E também não quero nem pensar em redução da idade para obter permissão para dirigir, (nos Estados Unidos é de 16 anos, por exemplo)! Não estamos preparados para isso!
Transporte público seria a solução. Mas quem é que quer andar em ônibus caindo aos pedaços, esperar horas em paradas detonadas, para ser encoxado? Só se sujeita a virar sardinha enlatada em pinga-pinga quem não tem condições para manter um veículo. Bicicleta? Seria ótimo! Mas sem ciclovias e com um trânsito caótico, é preciso ao menos fazer o testamento antes de se arriscar. Vide o percentual de motociclistas envolvidos em acidentes. Investir em novas vias? A maioria das nossas cidades cresceram de forma desordenada, sem planejamento. Frederico mesmo é cheia de ruas tortas, cruzamentos com cinco ruas. Alterações exigem um grande montante para desocupar terrenos – e também de longas batalhas judiciais. Motoristas sozinhos no carro poderiam aceitar caroneiros. Mas esbarramos de novo no problema da segurança.
Também acho que dava para implementar uma política de renovação de frotas. Em primeiro lugar, por causa da segurança: em praticamente todos os acidentes, tem um carro com mais de 20 anos envolvido. Sem contar que, além de mais lerdos, menos seguros e viciados em mecânico, são muito poluentes. Até daria para ser feito um PAC do carro, do tipo “Jogue fora sua lata velha e compre um veículo com desconto”. Mas como seria muito trabalhoso, e também por ser um prato cheio par picaretas, podem esquecer! Resumindo: como por aqui os bons sempre pagam pelos maus, esses preços exorbitantes tem uma certa razão de existir.

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