quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Filie-se

Ainda falta mais de um ano para a eleição municipal de 2012, mas preciso falar sobre isso hoje. Para quem não sabe, para concorrer é preciso estar filiado a um partido político pelo menos um ano antes da data do pleito (e também ter domicílio eleitoral no município em questão). Como estamos quase em outubro, preciso dar hoje minha contribuição para incentivar novas candidaturas, independentemente da sigla.
Antes, um alerta: só leia as linhas abaixo se você for no mínimo bem-intencionado. Isso é apenas para pessoas de boa índole, comprometidas com as comunidades, que não pensam apenas em usufruir do dinheiro público. Aqueles que já se envolvem com associações, clubes, instituições e não cobram um centavo para isso já têm um bom currículo, suficiente para ocupar uma cadeira no Legislativo.
Bom, eu quero caras novas na disputa. Creio que você possa pensar assim. Então pense no assunto. Não tenha medo de ser motivo de risos, ou de fazer feio. Vou provar que só perde quem não concorre. Tirando alguns reais que precisam ser investidos, claro, pois nada é de graça.
1) Qualquer um que trabalha um pouquinho nos dois meses do período eleitoral consegue juntar alguns votos de amigos e parentes. Se o esforço for um pouco maior, consegue atingir gente antes desconhecida. E ser mais conhecido é um capital que abre portas. As pessoas olham para o candidato, mesmo que não se eleja, com outros olhos. Isso traz convites para participar de grupos que pedem pessoas comprometidas – e como faltam pessoas comprometidas no mundo;
2) Mesmo que não se eleja, os partidos não costumam abandonar seus líderes – pelo menos as siglas mais organizadas. Isso, no mínimo, porque não querem perder os votos conquistados, afinal, todos foram computados para a legenda. E, se a sigla ganhar a prefeitura, haverá trabalhos importantes para desenvolver junto à sociedade diretamente dos órgãos. Ainda pode acontecer o mesmo em âmbito regional, caso haja aproximação com o atual governo estadual ou federal. Que tal uma coordenadoria?
3) Se o partido abandonar o candidato à própria sorte, sempre é possível trocar, já que não há mandato para perder. Obviamente, é preciso o cuidado para não sair direto para o arquirrival, ou para uma sigla com ideologia muito diferente daquilo que você defende. Em tempo de pouca fidelidade e ideologia, buscar uma estrutura melhor não é pecado. Pecado é fazer joguinho político.
4) Em todos os casos, sempre há novo pleito em quatro anos. E a pessoa que já concorreu tem vantagem sobre quem vai pela primeira vez. E ainda carrega o título de trazer a mudança, o que sempre ajuda.
5) Nas eleições para deputado estadual e federal, os candidatos precisam ramificar suas forças por todos os cantos em busca dos eleitores. Mesmo quem não ocupa cargo, mas que tem um bom reduto eleitoral, é lembrado. Isso significa poder de barganha junto aos parlamentares para conquistar benefícios para as comunidades defendidas por você (e em votos).
6) Não preciso falar do que acontece no caso do candidato se eleger. Se manter no cargo é mais fácil do que chegar nele. Mas, por favor, seja diferente e trabalhe, não fique pensando já na próxima eleição.
Enfim, não custa nada se expor. Não há demérito em buscar uma vaga para um cargo, desde que seja com o objetivo de ajudar o seu município. Pior é se omitir e deixar apenas gente de moral duvidosa concorrendo. Pare de reclamar e vá se filiar!

23-09-11

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