sexta-feira, 30 de julho de 2010

E se as siglas disputassem o Brasileirão?

Esta é minha quinta coluna, e não é a primeira vez que comparo política com futebol. Pelo menos no sentido de mexer com paixões e atiçar os ânimos daqueles que se declaram favoráveis a este ou àquele lado. Com o início do Brasileirão, e por trabalhar em ambiente político, acabei misturando as duas coisas.Então, de tanto pensar nisso, fiz uma comparação um tanto pretensiosa entre as atuais 28 siglas presentes no Brasil (segundo site da Câmara dos Deputados) e alguns clubes brasileiros. Como sou um maluco moderado, não incluí a dupla Gre-Nal para não dizerem que estou puxando para um ou outro partido, ou um ou outro clube. Também, deixo claro que isso é apenas uma brincadeira a partir de constatações sem aprofundamento – não fiquei revirando documentos, a não ser as listas com números de deputados estaduais, federais, senadores e governadores (a lista de presidentes brasileiros sei de cor) dos últimos mandatos.Bom, caso alguém não concorde, podem mandar uma reclamação autenticada e em três vias para o e-mail colocado no final desta página.Vamos lá: começo a lista pelo PMDB, que é a maior sigla do Brasil. Pois considero que o PMDB está para o cenário eleitoral brasileiro como o Flamengo está para o futebol. Tem a maior torcida (ou pelo menos o maior número de filiados), mas há anos o time não disputa o título nacional (leia-se, a presidência da República).Já o PP classifiquei como Atlético Mineiro. É grande, tem torcida (filiados), mas é um clube com apelo regionalizado. Sem contar, que o último título nacional foi durante o Regime Militar.Para mim, o PT é o Corinthians. Internamente, é uma bagunça, mas se alguém de fora tenta falar mal, os integrantes se unem e partem para a agressão. Eleitoralmente, entre uma derrota e outra, sempre surge forte.Comparo o PSDB ao São Paulo: invariavelmente entra como um dos favoritos, tem no histórico recente grandes conquistas, mas a torcida se limita a determinados pontos do mapa. Assim como acho que o ex-PFL e atual DEM é o Palmeiras: tem tradição, algumas conquistas, mas vive à sombra do São Paulo (no caso, do PSDB).Os defensores do trabalhismo, PDT e PTB, me lembram Botafogo e Santos. Um, vive lembrando dos tempos de Mané Garrincha (ou do Brizola). Outro, não esquece os tempos de Pelé (e de Getúlio Vargas).Já o PSOL é como o Goiás. Não tem o mesmo tamanho dos outros, ninguém espera que chegue às cabeças, mas sempre tenta engrossar o caldo. Sigo a lista comPSB, PPS e PCdoB e seus equivalente Santo André, Barueri e Avaí: meros figurantes entre os partidos grandes. Nas últimas rodadas (ou segundo turno) normalmente recebem a mala branca (ou promessas de cargos na composição do governo) para auxiliar terceiros.PHS, PCO, PAM, PSDC, PCB, PR, PV, PSTU, PMN, PRTB, PSC, PSL, PTN, PV, PTdoB, PRP, PTC – Santa Cruz, Juventude, Paraná, Fortaleza, Guarani, Ponte Preta, Vila Nova, América-RN, Ipatinga, Brasiliense, Atlético-GO, Operário, Marília, Bangu, Americano, Caxias, Criciúma... Precisa explicar?
Está caro dirigir
Carteiras de motoristas: a polêmica da semana na Assembléia Legislativa foi a votação do projeto que reduz R$ 24 no preço das carteiras de habilitação. O projeto foi retirado porque boa parte dos deputados acreditam que o “desconto” pode chegar a R$ 70. Hoje, uma carteira custa R$ 985. Praticamente dois salários mínimos regionais! E a maioria dos CFC’s do RS exigem pagamento integral adiantado, sem parcelamento.Sendo um documento importante, que pode assegurar o emprego das pessoas (já que saber dirigir muitas vezes é pré-requisito em entrevistas de emprego - eu mesmo passei em seleções de emprego por ter permissão para dirigir), é inadmissível que o preço seja tão alto. Virou artigo de luxo. Sinceramente? Não acho que o preço deveria ultrapassar os R$ 500. Nem que houvesse subsídio do governo para chegar a esse patamar. Como está, é um estímulo às pessoas se aventurarem a dirigir sem permissão. A solução? Que tal estabelecer um teto máximo de preço e acabar com esse cartel que se tornou a indústria de habilitações? Encerrar o monopólio e abrir espaço para que outras empresas entrem para concorrer no mercado?

Publicado na Folha do Nororeste em 04-06-09

Sem comentários:

Enviar um comentário