Minha coluna de hoje era sobre outra coisa. Coincidentemente falaria sobre o que a vontade de ter poder pode provocar nos indivíduos. Mas, quando começava a digitar algumas coisas sobre o contexto político nacional, tomei conhecimento de um blog que circula na internet que, no meu entender, atingiu a cotação máxima do que se chama de baixaria. Não vou divulgar o endereço, para não dar publicidade a pessoas de laia duvidosa.
Surgiu neste mês uma página na internet claramente de oposição ao prefeito Antonio Scaravonatto, de Planalto. Pretendendo ser engraçadinha, ampliou o significado de “mau gosto”. Por ora, constam apenas duas “notícias”. Espero que não chegue à terceira. Em dois posts, o autor conseguiu empilhar barbaridades. Mas vou me deter apenas a uma.
No segundo post, com data de 28 de abril, todas as barreiras da falta de noção foram quebradas. Está ali uma falsa enquete sugerindo respostas especulando como o filho do prefeito Antonio Scaravonatto contraiu H1N1. Olha as opções:
“A- Comprando votos perto de um chiqueiro;
B- Em uma de suas inúmeras visitas de caridade às crianças doentes;
C- Desfilando abraçado com um porco no dia em que seu pai ganhou a eleição;
D- Todas as alternativas acima (menos a ‘b’, é claro)”
Alguém, por favor, consegue entender o que leva uma pessoa a jogar tão baixo? Críticas a forma de governar tudo bem. Ninguém que ingressam na vida pública consegue agradar 100% do povo, e serão questionados. Mas envolver o lado pessoal, pessoas da família que nada têm a ver com a administração, e o que é pior, brincar com situações delicadas, tudo isso é dum mau gosto elevado à milésima potência. É injustificável. Uma atitude dessas é feita em nome de quê? Adversidade política? Manutenção de poder? Quem ganha com isso? Não seria mais decente os descontentes procurarem a administração pública, os vereadores, para buscar explicações sobre as tomadas de decisões?
E, pior, o autor não se identifica, apenas lança argumentos vagos protegido pelo anonimato da internet. Vou incorporar o Datena, o Ratinho, e chamar esse cara de frouxo. (O mesmo vale para o cara que distribuiu cartinhas por Frederico denegrindo o nome de pessoas sem apresentar provas e, pior, sem se identificar). Enfim, presto aqui minha solidariedade ao prefeito, meu repúdio ao agressor e minha torcida para que a Polícia Federal faça alguma coisa.
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E o projeto “Ficha Limpa”, aquele que propõe que pessoas condenadas pela Justiça não possam concorrer a cargos públicos eletivos, parece que vai mesmo à votação na próxima terça-feira. Motivo de alegria? Parcialmente. Não vou me vangloriar por ter antecipado os fatos porque o que aconteceu era óbvio: o projeto, de iniciativa popular respaldado pelas assinaturas de 1,6 milhão de brasileiros, sofreu diversas alterações e também não valerá para o pleito deste ano. É o que dá quando os próprios parlamentares determinam o que eles mesmos podem fazer ou não...
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No dia primeiro de maio do ano passado, segundo minhas contas, circulava pela primeira vez na Folha do Noroeste esta coluna. Inacreditavelmente, completa-se um ano. Fico feliz por ainda não ter sido censurado ou banido deste veículo pelo Adelar. Embora ele deixe claro que não se responsabiliza por nada do que está escrito aqui... E fico ainda mais feliz quando volta e meia recebo qualquer tipo de manifestação sobre o que é escrito aqui – acreditem, até das críticas eu gosto. Até porque é um sinal de que alguém leu esse canto do jornal. E o que é melhor: tenho sempre uma desculpa para ouvir as “rádios-corredores” que encontro aqui e ali.
30-04-10
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