E lá se foi mais um ano. Sem grandes novidades, com exceção da nova mania de esconder dinheiro nas meias (que substituiu a moda de usar a cueca para tal fim). Para variar, Sarney e sua família foi notícia mais durante 365 dias. E novamente, com tons pejorativos! 2009 foi um ano repleto de CPIs. Que, novamente, não deram em nada. De novo o Brasil era para ser o país com um mega crescimento, que, para variar, foi atrapalhado por uma crise internacional. E a política gaúcha permaneceu dividida, não em chimangos e maragatos, mas entre petistas e não-petistas. E o Cpers fez mais um greve que não aumentou os salários dos professores.
Meu Grêmio não ganhou nada. E o Colorado não foi lá muito melhor (o que é um alento). E brasileiro nenhum foi campeão da Fórmula 1 (o jejum automobilístico é ainda maior do que o do Tricolor).
Na música, o sertanejo universitário predominou. Joelma, Chimbinha e a banda Calipso não saíram da tv. E o bom e velho rock and roll continua preterido em relação aos EMO’s nestas bandas tupiniquins. Mulheres frutas e ex-BBB’s tomaram conta das revistas masculinas e dos programas de fofocas. A moda predominante é retrô. Mas acho que as tendências em todas as áreas também são retrôs. É, o ano passou com um quê de déjà vu...
Morreu um punhado de gente famosa. Inventaram a cura para doenças das quais nunca ouvimos falar. Câncer e AID’s seguem na fila. Apareceram novos tratamentos e remédios milagrosos. Não conheci ninguém que experimentou ou que confirme a eficácia.
Novas tecnologias que não prejudicam o meio ambiente foram divulgadas como salvadoras do mundo. Não lembro agora de nenhuma que chegou nesse 2009 às lojas, fábricas e mercados para serem consumidas em larga escala. Mas o lixo segue sendo um problema sem solução aparente...
Enfim, novamente passamos por um ano que não será lembrado como decisivo na mudança do curso da História. Não se compara a um 1968, 1917, 1914, 1939 ou 2001. O que tem lá suas vantagens, porque não houve início novas de guerras. Apenas a continuação de velhas disputas sem muito sentido.
Pois é, nada mudou. Mas, sinceramente? Por mais que eu acompanhe isso tudo todos os dias, que eu torça para que as autoridades sejam mais conscientes, que me engaje em causas humanitárias, que deseje o sucesso dos cientistas ou que implore para a Joelma perder o dom da fala, não acho que isso seja o mais importante. Francamente, isso é papo de miss desejando a paz mundial.... O mais importante foram as novas amizades que fiz, as velhas que mantive, os amigos que casaram ou graduaram-se, os filhos de amigos que nasceram, a cerveja gelada depois das peladas, o esforço feito o mês inteiro para ver pingar o soldo na conta, o churrasco em família. Na minha concepção, o mundo, diante dessas pequenas coisas, é menor ainda. Portanto, que venha 2010, trazendo a paz mundial ou não. Desde que eu ainda consiga ter momentos em meio às pessoas que eu amo. E desejo o mesmo para você! Não faltando o básico, o resto é detalhe. Obrigado por cada minuto dispensado para ler essa coluna nesse ano. Não fosse isso, e o Adelar já teria me tirado esse espaço... Um Feliz Natal a todos e, mesmo que o Sarney seja reeleito, um 2010 repleto das pequenas coisas que te deixam alegre.
22-12-09
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